Juiz Richardson Brant debate a Autocomposição no XIII CONINTER
- amagismg
- 23 de ago. de 2024
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O juiz Richardson Xavier Brant, diretor-executivo da Escola Superior da Magistratura Desembargadora Jane Silva ā Emajs, participou, entre os dias 12 a 16 de agosto, na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), em Montes Claros, do XIII CONINTER -Congresso Internacional Interdisciplinar em Sociais e Humanidades, um dos maiores congressos da Ć”rea interdisciplinar da Capes.

O evento contou com dezenas de Grupos de Trabalho, sob coordenação de professores(as) doutores(as) vinculados(as) Ć diversas Ć”reas do conhecimento, e teve como tema neste ano o āDesenvolvimentos, mitos, ideias e projetos para um mundo em conflitoā, em referĆŖncia ao complexo contexto social contemporĆ¢neo.
O objetivo do evento foi o de reunir acadêmicos, pesquisadores, profissionais e agentes de mudança de diversas Ôreas do conhecimento e atuação, vinculados ou não ao campo interdisciplinar, com o intuito de compartilhar experiências, insights e propostas que possam contribuir para a construção de um mundo socialmente justo, diverso e democrÔtico.

O magistrado participou como coordenador do Grupo de Trabalho em āDesenvolvimentos da Autocomposição no Brasilā que se propĆ“s a realizar uma exploração abrangente e crĆtica da autocomposição como um mĆ©todo vital para a resolução de conflitos no Brasil, com o objetivo de desvendar mitos, compreender desenvolvimentos recentes e inovar nas prĆ”ticas e teorias subjacentes.
De acordo com o juiz, a Autocomposição, que engloba a mediação, a conciliação e a justiƧa restaurativa, tem se mostrado como uma abordagem eficiente para o tratamento de conflitos em diversos nĆveis da sociedade, desde disputas individuais atĆ© questƵes coletivas e estruturais. āO GT investigou como essas prĆ”ticas estĆ£o sendo desenvolvidas e implementadas em todo o território nacional, analisando o papel das polĆticas pĆŗblicas, das legislaƧƵes e das instituiƧƵes na promoção e sustentação da autocomposiçãoā, destaca.
Foram ainda examinadas as experiĆŖncias regionais e locais para identificar os sucessos, os desafios e as oportunidades de melhoria, com uma atenção particular Ć s inovaƧƵes que podem ser escaladas ou adaptadas para diferentes contextos. āAlĆ©m disso o GT abordou as implicaƧƵes sociais, polĆticas e culturais da autocomposição, questionando como esses mĆ©todos podem contribuir para a pacificação social e a construção de uma justiƧa mais acessĆvel e democrĆ”ticaā, observa.

O Grupo de Trabalho tambĆ©m deu uma atenção especial ao modo como a Autocomposição pode ser uma ferramenta para superar os mitos que limitam seu uso e compreensĆ£o, e como pode ser projetada para enfrentar os complexos desafios de um mundo em constante conflito. āO debate se estendeu para as dimensƵes interdisciplinares da autocomposição, incorporando perspectivas da sociologia, da polĆtica, do direito e da psicologia, entre outras, para fornecer uma visĆ£o holĆstica e integrada. Este enfoque multifacetado permite ao GT propor nĆ£o apenas estratĆ©gias legais e polĆticas, mas tambĆ©m promover um entendimento mais profundo das dinĆ¢micas humanas e sociais que fundamentam os conflitos e sua resoluçãoā, frisa.
O juiz Richardson Brant avalia que com esse objetivo o Grupo de Trabalho demonstra o compromisso com a exploração de novas ideias e projetos que possam influenciar positivamente o campo da autocomposição no Brasil, alinhando-se com o tema central do CONINTER e contribuindo para um diÔlogo construtivo sobre o futuro da resolução de conflitos em um cenÔrio globalizado e diversificado.




